Para Lamas: A SKApoesia
A LITERATURA Roqueirista fabrica a própria Lei.
Assaltei,
Assassinei,
Meti POESIA,
Na bagunça do dia-dia.
Sequestrei,
Violei,
Meti POESIA.
Onde devia e não devia.
O meu erro?
NÃO quero ficar ao seu lado, meu amor.
Ao lado do seu Rock and Roll.
Que BAIXARIA!
Oh, Meu Deus era tudo que Eu queria.
Rock Nacional ou Música POÉTICA Brasileira?
Até Deus se escondeu.
Não quer ouvir o pedido de socorro.
No Rock and Roll é Sangue,Terra e Cacaína.
Te peço calma, absorva tudo.
Aprenda, enquanto sofro.
Te peço um tempo, pra concatenar.
Cada elemento.
Em passo lento.
Marujo, eu sei que você está em algum Lugar,
nessas Ilhas.
Verso I
No Cais do Porto da Lanterna dos Inundados,
Descasco batatas no porão,
Com os pés machucados,
Ando descalça pelas ruas.
Eu estava a lhe esperar...
mas entrei de gaiato neste navio.
Aceitei, me engajei, fui conhecer a embarção.
Deixei a moleza,
E gastei o meu ultimo ão de São.
VERSO II
Lá,
Onde a pálpebra aconchega,
Onde já fechou o bar.
Na esquina da demanda,
Na virada da vereda.
Sinto a Fome Total,
Nesse Carnaval da Música POPULAR Brasileira Do Rock Nacional.
Lá,
Sou um feliz poeta esfomeado,
Quero acreditar, que vai ser diferente.
Quero escutar, que tudo mudou.
Lá,
Vem o poeta com a sua Coroa,
de ouro, agrião, pimenta, boldo.
A malagueta é a pimenta do Planeta Poesia.
A pimenta do poeta vem do Planeta Malagueta.
TatiBitati eTRAC-TRAC.
Filhas da mesma agonia.
Vestidas sem luxo,
Perfumadas com lágrimas de Jubiabá, o Protetor.
Baba, baba, babalaô.
De canto e de samba.
Na boca do mangue é REI.
Uma bala cega sem destino,
Foi no peito do Estivador.
O Baduíno-Vencedor é um menino.
Hangan-danz de manguaba,
Chateau canela preta,
Cachaça made in cairo,
Caboclo Presidente,
Livro pra comida
Prato pra educação:
"Pra Ver,
os olhos vou de bicicleta até enxergar.
Pra Ouvir,
as orelhas dos talheres de escutar
Pra Dizer,
os lábios são duas almofadas de falar.
Pra Sentir,
as narinas não viram chaminés sem respirar.
Pra Ir,
as pernas estão no automóvel,
Sem andar...."
VERSO III
Vejo tantos Portos.
Onde atracar?
No Beco?
Explode a violência,
e todas as misérias e tudo mais que há
Tomo comprimidos e sigo sem dormir.
Dizendo á DEUS.
-Ela disse Adeus?
Essa é a minha chance,
Para viver um Romance
Ideal.
No ano que antecede o nosso beijo,
Qual palavra destruiu o meu amor pelo Rock and ROLL?
Cada corte corre sangue.
Eu pago pelos erros que (não) cometi.
Amor-Ladrão que rouba Amor-Ladrão.
Recebe concessão.
Meu amor, ficou ofendido com a afirmação?
Reflete o sentimento da minha Nação S/A.
Não é preciso pagar a luz.
Eu fecho os olhos e tudo vem.
A tua voz me guiando,
pela noite escura a caminho de casa.
Oh! Meu Relógio sem Órbita.
Oh! Meu Calendoscópio sem lógica.
VERSO IV
Rodo com Sol,
Trovo com Dó.
E aonde quer Eu vá,
Eu levo o Fá,
No olhar...
Uma nota Brasileira de forma inteira.
Hei de cantar aquela canção.
ONE MORE TIME (kraftwerk)
Para e repara:
Eu sambo,
Eu brilho,
Que maravilha!
Sou tua La bella Luna
Tua Criola de olho azul.
Tua Loirinha bombril.
Tua Índia com sotaque do Sul.
Tua Mulata da cor do Brasil.
Tua Cozinheira que fala alemão.
Tua Princesinha falando nou-faire.
Tua Italiana cozinhando feijão.
Tua Americana encantando Pelé.
Fiz, farei, faço o que Eu puder,
Pela ARTE DE VIVER DA FÉ.
"...Cada dia
La luz del amanecer los desafia
Hasta el mundo que nadie queria
Villas miserias, trapos,
Hijos de la misma agonia.
Com os punhos cerrados,
la vida real,
las niega oportunidades,
nuestra el rosto duro del mal..."
VERSO V
Oh, Que noite longa!
Oh, Que vida curta!
Está escuro, alguém me ouve?
A noite passada,
O Amor D'Lucy veio me ver.
A noite passada,
Sonhei com você.
Telefonei,
Mandei carta,
Mandei alguém te avisar.
O meu amor não sabe esperar.
Estou só.
Escrava da solidão.
Escrevo versos,
rosas e incenso para perfumar.
VERSO VI
Se eu nunca quisesse, quem nunca me quis.
Ter dois e ter dez e ainda Ser um.
O Seco, O Reto ou O Isento a moral?
Pero nada me hara tan feliz.
Quanto Solo tu amor.
Solo-Amor!
Descobri mil maneiras de dizer o teu nome,
Com amor, ódio, urgência ou como se não fosse nada.
Aquela dor já passou. (?)
Eu queria ver no escuro do mundo,
Onde está tudo o que você quer.
E me transformar no que te agrada.
No que te faça ver,
que tenho as cores e as coisas para te prender.
Sei que você ainda pensa em mim.
Te odeio, porque a cada segundo te amo mais.
Teus pelos, teu gosto, teu rosto.
Tudo que não me deixa em paz.
Eu me rendo e reconheço, que sou Marginal.
Eu colo nas provas e gosto de ver Nu Frontal.
Qual é seu Guarda?
Que papo careta,
Só tá tirando chinfra,
Na poeira da Dor da minha lambreta.
VERSO VII
Ouço os Sinais do Sim.
Sim, estou te chamando:
-Vem, me abraça.
Mais um pouco, desisto.
Meu amor, morre de raiva e disfarça.
E me pergunta:
-W.T.F?
VERSO VIII
Armas no chão
Flores na mão.
Ando solitária pela madrugada da cidade.
Se uma paixão me ilude, eu tento ver além.
Sempre fiz o que pude,
para não fazer mal pra ninguém.
Tô desorientada.
Eu não sei de nada.
Moleque de rua e a nova lingua de brown.
Pega no meu braço.
Aperta a minha mão.
Vamu pro balanço funk da lotação.
As cinco, vejo aquela estrelinha.
Pintassilgo do mato,
Oitopés do coco,
Siléncio, um carro e acaba-se a folia.
Indigente cantando.
Eu viro de lado.
"O meu amor é meu,
O meu desejo é teu.
O meu silêncio é um céu.
O teu inferno é o meu véu..."
Eu não sinto culpa do NADA.
Se já for valeu, se não foi a Deus.
O Adeus D'Vale.
-Ela disse Adeus?
VERSO VIII
Outro amor começou.
Lágrimas por mim.
Só porque é triste o fim,
de outro amor que acabou.
Eu não lembro,
o dia em que Eu o encontrei.
Eu nāo lembro,
Como é dificil viver.
Quero o Nada, que venha de nós dois.
Creio no Nada, que eu conheci
antes de conhecê-lo.
Há NADA aqui,
Deixo-te fora desse lugar.
O meu lugar esta aí?
Aonde estava Eu?
Por onde você andava?
Por que não me socorreu?
Se tudo parecia NADA, ainda assim,
o NADA era mais do que o que você deixou.
Vai longe o dia, que me entregava ao choro,
e NADA ouvia.
Como é importante o que o Vento traz.
Variaçoes de um mesmo tema.
Sem sair de Bra.ASILHA.
VERSO IX
Jogos de amor são para jogar.
Eu te peço uma chance.
Pus no meu quarto,
Seu retrato na estante.
Se você lembrar,
Se quiser Jogar,
Miliga.
Os livros na estante, já não tem mais tanta importância.
Do muito que li, do pouco que sei, o NADA me resta.
E essa vontade de te encontrar.
Só pra ler no teu rosto.
Uma Mensagem de Amor, lá no Cinema,
Mudo.
A minha vida é um filme.
Você ainda não entendeu?
Você vem no meu quarto,
Vem saber o que se passa no meu coração.
e esquece,
que me perdi olhando o Pôr do Sol.
A morte do Amor. Havia inocência em seu sorriso, Enquanto caminhava rente ao precipício. Estava calmo por acreditar na perfeição. Tal qual o tolo da Colina na canção. (Turma da Colina Ver: Legião Depressão. VERSO X
Só você viu.
O Herói aparecer.
E aí, nada mais.
Eu sou algo assim.
Tudo que sonhava, baby.
Eu sou mais do que Eu sei,
mais que pensei,
mais que Eu esperava.
Sou feliz agora,
Não, não vá embora.
Queria tanto te trazer aqui.
Só pra te mostrar,
porque...
As plantas morrem em meu jardim.
Vamos colocar tudo em seu lugar?
Os Meninos do Leblon estão olhando para mim?
Eu não uso óculos.
Sou um Cartão Postal,
com os punhos fechados na vida real.
A cidade abre os braços.
Os Paralamas do Sucesso vem tocar na Capital?
Vamu Batê Lata com a CARAVANA do Amor?Vai juntar muita gente, pra pegar HEBERT na Saída.
Luiz Inácio falou, Luis Inácio avisou...
Os ParaL'AMAS criaram a SKAPOESIA Brasileira.
Hoje, nos PRESENTEIA com Sinais do SIM.
ESCREVO-LHES,
Por um Par de sapatos, um Saco de farinha.
A nossa imensa massa de iletrados,
Continua a servidão de você. (Rádio FM e Televisão)
Faço esse desenho nas costas da mãos.
Dispo a consciência das dores morais,
Jogo uma vaca do décimo andar.
Uma ostra chilena, um beijo em Paris.
Cortei o cabelo e mudei o nariz.
VITAL escreveu a minha Constituição.
Tudo isso me faz feliz,
Absurdos me fazem Feliz!
Peço Perdão por insistir, mas se já chegamos até aqui.
Ver o nascer de um novo dia,
Não parece tão ruim.
Vem aqui, Vem agora.
Do infinito, que já quer nos querer.
Apresento-lhe as minhas armas.
Esse é o meu lugar pra sonhar que a DOR,
Sempre mostra algo de bom.
Esse Discurso Reticente da Novidade Inconsistente,
é Dedicado ao Amor D'LUCY.
E aos Compositores da Musica POÉTICA Brasileira. (M.P.B).
Para o MEU AMOR
-Quer mais Margarita, meu amor?
Brindamos ao Sucesso dos Para-LHAMAS.
E quando o SOL sair....
Eu sou Maguila, Não sou Tyson!

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