Arnaldo Antunes: Um Virginiano Tribalista

Ao Vivo, Lá em Casa 

O Envelhecer do Poeta Virgem  


"A coisa mais moderna que existe nessa vida é envelhecer.
A barba vai descendo e os cabelos vão caindo pra cabeça aparecer.
Os filhos vão crescendo e o tempo vai dizendo que agora é pra valer.
Os outros vão morrendo e a gente aprendendo a esquecer.

Não quero morrer pois quero ver como será que deve ser envelhecer.
Eu quero é viver pra ver qual é e dizer venha pra o que vai acontecer.

Eu quero que o tapete voe,
no meio da sala de estar.
Eu quero que a panela de pressão pressione,
e que a pia comece a pingar.

Eu quero que a sirene soe,
e me faça levantar do sofá.
Eu quero por Rita Pavone,
no ringtone do meu celular.

Eu quero estar no meio do ciclone
pra poder aproveitar.
E quando eu esquecer meu próprio nome,
que me chamem de velho gagá.

Pois ser eternamente adolescente nada é mais demodé.
Com os ralos fios de cabelo sobre a testa que não pára de crescer.
Não sei porque essa gente vira a cara pro presente e esquece de aprender,
que felizmente ou infelizmente sempre o tempo vai correr..."

O meu melhor amigo é o Meu amor.
Passa em casa,
Tô te esperando.
Tô esperando visita.
Lá de longe...
Amo um ser Humano.
Agora, ando Só e de pé.
Já sei Namorar e sonhar.
Pé em Deus e Fé na Tábua.
Mary Cristo, meu anjo. 
1x1.
Me esquece, mas não esqueça o meu amor.
Vou me desintegrar a qualquer momento...
 #Dedicado aos Saudosistas do Futuro
Arnaldo, Carlinhos e Zé.


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